• Se tudo fosse Azul, o Azul não existiria.

      • Publicado as 14:30, em 05 de Março de 2014
      • Categoria: Curiosidades
      • Ao contrário do título do filme, azul não é a cor mais quente. A cor mais quente é vermelho. Todo mundo sabe disso, mas o empreendedor Gary Kremen descobriu isso de forma estatística. Em 1995 ele fundou a Match.com, o primeiro site de encontros da internet. Formado em ciência da computação pela Northwestern University e com MBA por Stanford, ele era um típico nerd que não entendia muito de relacionamentos com as mulheres. Com a estratégia de atirar para todos os lados, ele também registrou sex.com, jobs.com, housing.com e autos.com. Mas foi a Match.com que acabou decolando. Como um voyeur, Kremen ficava analisando os anúncios, a atratividade de cada candidato e as taxas de sucesso em que os encontros ocorriam. Este último indicador era o principal para o sucesso do seu negócio. E o que fazia com que um candidato se destacasse dos demais, além, é claro da beleza, da proximidade e dos mesmos gostos. Havia outro fator que aumentasse a atratividade da pessoa? Ele percebeu que se a pessoa estivesse usando alguma peça de roupa vermelha, recebia aparentemente mais cliques.

         

        A percepção de Kremen foi avaliada por vários pesquisadores que chegaram a conclusões semelhantes e o vermelho nem precisava estar na roupa. Era só incluir uma borda vermelha na foto para atrair um número maior de interessados.

         

        Apesar das inúmeras pesquisas sobre o impacto das cores nas pessoas, são raros os empreendedores que já pararam para pensar nas cores da sua empresa. Henry Ford talvez seja o mais lembrado e talvez o mais injustiçado. Ao defender que qualquer um poderia escolher a cor do carro desde que fosse preta não era predileção sua, mas uma decisão operacional. Pintar o carro de preto exigia menos tinta, uma só demão e a pintura ficava uniforme, o que contribuía para, aí sim, a obsessão de Ford em produzir um carro barato.

         

        Se o vermelho pode ajudar alguém a encontrar um pretendente, outras cores podem ter outros papéis. Simon McArdle, infografista da The Logo Company fez uma comparação interessante entre as logomarcas de empresas americanas e o impacto geralmente provocado pelas cores escolhidas. Refiz o trabalho para empresas criadas por empreendedores brasileiros. Será que faz sentido? 

         

        Marcelo Nakagawa é professor do Insper

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      • Facebook Ads

      • Publicado as 13:50, em 05 de Março de 2013
      • Categoria: Curiosidades
      • O Facebook possui mais de 900 milhões de usuários e o Brasil já é o 2º país do mundo em número de usuários ativos, contando com mais de 60 milhões destes usuários! Este cenário representa uma grande oportunidade para você e sua empresa. Anunciando dentro do Facebook, você pode trazer novos clientes e pessoas interessadas no seu negócio, aumentar a exposição da sua marca ou até mesmo da sua Página, caso tenha uma, dentro do Facebook.

        Font: ecommercenews

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      • Oque esperar da Economia em 7 anos

      • Publicado as 09:00, em 01 de Janeiro de 2013
      • Categoria: Curiosidades
      • O economista Ricardo Amorim fala sobre passado, presente e futuro para as empresas no Brasil, dando início a série especial em comemoração aos sete anos do Mundo do Marketing

         

        A crise nos Estados Unidos e na Europa, somada à ascensão de mais de 55 milhões de brasileiros para as classes A, B e C e o acréscimo mundial de mais de 400 milhões de pessoas à nova classe média foram fatores que contribuíram para um cenário favorável ao crescimento dos países emergentes, inclusive o Brasil, nos últimos sete anos.

        Mesmo diante deste cenário de prosperidade, o próximo período de sete anos se anuncia mais cauteloso do que o anterior. Demanda por geração de emprego, alto custo de produção interna causada por valorização cambial e risco de inflação são alguns dos fatores que devem desacelerar o crescimento. Este cenário, porém, não significa retrocesso.

        A crise dos países ricos, sem previsão de recuperação em curto prazo, deve servir de suporte para que as nações emergentes, como o Brasil, se aproximem das desenvolvidos. “As diferenças estão ficando menores, os países ricos estão estagnados. O mesmo mecanismo acontece internamente: o interior cresce mais que as capitais, o que propicia o equilíbrio”, analisa Ricardo Amorim, Economista e Presidente da Ricam Consultoria, em entrevista ao Mundo do Marketing.

        Mundo do Marketing - O que realmente mudou nos últimos sete anos e que impacta o cenário econômico brasileiro, mundial e, consequentemente, as empresas?


        Ricardo Amorim – As mudanças que continuam se refletindo até hoje na verdade se iniciaram um pouco antes, em 2001. Basicamente temos dois fatos: primeiro, a entrada da China na Organização Mundial do Comércio impactou a economia mundial devido à mão de obra pouco valorizada do país, o que barateia as importações.  Isso foi duplamente positivo para o Brasil que passou a importar a maioria dos produtos mais barato e, ao mesmo tempo, exportar mais matéria prima. O segundo fato é a desvalorização do Euro e do Dólar, ou seja, do capital. Como os produtos industrializados têm mais peso do que a alimentação, a inflação caiu. Em consequência, os juros também diminuíram, alcançando as menores taxas da história, o que nos países emergentes possibilita expansão de crédito e do consumo. Isso automaticamente coloca os países que exportam capital em uma posição econômica ruim.  A crise que atingiu Europa e Estados Unidos a partir de 2008 reforça um movimento que já estava acontecendo: o mundo está virando de cabeça para baixo. Os emergentes começam a ser bem sucedidos e os ricos começam a dar errado.

        Mundo do Marketing – Qual a importância da classe média para o desenvolvimento recente da economia do Brasil?


        Ricardo Amorim – Entre 2006 e 2011, 55 milhões de brasileiros emergiram para as classes A, B e C. Isso representa toda a população da Itália consumindo no Brasil. No mesmo período, globalmente os países emergentes seguiram a mesma tendência com 400 milhões de pessoas ingressando na nova classe média. Essa transição viabilizou a expansão de crédito e, aliada à diminuição dos juros, resultou em crescimento das vendas a prazo. Isso levou o país a ter um crescimento mais acelerado.  Em paralelo, o Brasil atingiu a menor taxa de desemprego da história, inclusive com aumento de renda. Na contra mão, a Europa e os Estados Unidos estão próximos de atingir as taxas de desemprego mais alta das suas histórias acompanhadas dos salários mais baixos.

        Mundo do Marketing – De que forma a ascensão social impactou o consumo nos países emergentes?


        Ricardo Amorim -  O consumo está migrando para os países emergentes com PIB fortalecido e a produção crescendo nos países ricos que vivem em estado de recessão. Diante dessa realidade, a taxa de câmbio se altera e o Real fica mais forte. Portanto, produzir no Brasil fica mais caro, enquanto o Dólar e o Euro se desvalorizam, propiciando a produção e o acesso turístico.

        Mundo do Marketing - Podemos dizer que nestes sete anos a economia do Brasil ficou mais madura?


        Ricardo Amorim –  Sim, levando em conta os créditos externos muito mais sólidos. O Brasil conta com um nível muito alto de reservas internacionais, praticamente US$ 400 bilhões, o que gera tranquilidade. Particularmente, o desenvolvimento tem sido muito forte. No ano passado, o país foi o terceiro com mais investimentos do exterior, atrás somente dos Estados Unidos e da China. Por outro lado, o setor público continua sendo um calcanhar de Aquiles.  Mas isso é natural, porque um processo de amadurecimento nunca é linear.

        Mundo do Marketing – O que esperar dos próximos sete anos? Qual o maior desafio?


        Ricardo Amorim -É um grande desafio para os próximos sete anos conseguir crescer nesse ritmo usando os fatores de produção que o país tem, mas não utiliza na sua totalidade. Um exemplo é a infraestrutura, que vinha se arrastando desde 2003 e agora necessita de investimento.  E o aumento da produtividade dos trabalhadores com investimento em educação. Isso é necessário para manter a o crescimento de renda, uma vez que o desemprego atingiu níveis baixíssimos.

        Mundo do Marketing – Qual a principal tendência para a indústria no próximo período de sete anos?


        Ricardo Amorim - Acredito na mecanização e maior utilização de softwares e máquinas em geral. Com a mão de obra mais cara e pouco produtiva devido à carência de educação e valorização do Real, as máquinas se tornam uma boa alternativa. Com os equipamentos importados mais baratos, haverá uma mudança na característica produtiva brasileira: fica mais barato para as empresas terem máquinas do que contratar funcionários.

        Mundo do Marketing - Os investimentos externos tão expressivos nos últimos anos devem se manter?


        Ricardo Amorim - Os investidores externos vêm de regiões que estão passando por problemas. O Brasil é a escolha porque é um dos maiores mercados emergentes e deve continuar recebendo empresas estrangeiras, mas em menor escala devido à redução de desempenho nos últimos dois anos. O governo tomou uma série de medidas que assustou os investidores estrangeiros e até os brasileiros: fez alterações no setor elétrico, nos bancos e nas telecomunicações com regras mais duras para os serviços. Foram medidas favoráveis do ponto de vista do consumidor, só que a forma como foi feito gerou uma incerteza jurídica, o que pode representar a perda de bilhões de dólares para as empresas. 

        Mundo do Marketing – O que esperar dos eventos esportivos de 2014 e 2016?


        Ricardo Amorim -  Os eventos devem ser vistos como processos. Precisamos entender por que vieram para cá. São eventos privados: a Copa é da FIFA e as Olimpíadas são do COI. A última Copa foi na África do Sul, agora teremos no Brasil e as próximas, na Rússia e no Catar, todos países emergentes. O mesmo raciocínio das multinacionais serve para a FIFA. Ela está querendo levar o negócio do futebol para onde existe crescimento e, consequentemente, resultados.  Para o país que sedia é uma oportunidade única de acelerar o crescimento em infraestrutura. Uma Copa realizada em um país desenvolvido como na Alemanha, por exemplo, gera muito menos impacto estrutural do que no Brasil.

        Mundo do Marketing – Qual a projeção para o mercado nos próximos sete anos? Além do setor de construção, quais se fortalecem?


        Ricardo Amorim - Em um estudo realizado entre os anos de 2003 e 2004, concluiu-se que em 97% das fusões entre empresas americanas ou europeias e brasileiras, a do país emergente estava sendo comprada.  O quadro se inverteu e atualmente na metade das vezes, a companhia brasileira é a compradora. Exemplo disso foi a compra da Heinz pelo 3G Capital. A valorização do Real contribui para isso porque faz com que a produção nacional renda muito mais. O PIB em 2003 era de US$ 500 milhões. No ano passado foi de US$ 2,5 trilhões.

        Mundo do Marketing - Como fica a saúde financeira do brasileiro nos próximos anos?


        Ricardo Amorim - Deve acontecer um aumento de renda, que vem junto com um crescimento menor de emprego e diminuição também na oferta de crédito. O grau de endividamento do brasileiro é quatro vezes menor que nos Estados Unidos e cinco vezes menor que em alguns países da Europa. Porém, o comprometimento de renda se torna maior porque as parcelas no Brasil são mais curtas, já que o país ainda tem histórico de instabilidade recente. As pessoas têm medo de emprestar a longos prazos, o que deixa as prestações maiores. 

        Se os juros continuarem em uma trajetória de queda, isso reduzirá o risco de comprometimento de renda futura. O nível de endividamento cairá se a renda continuar aumentando e os juros diminuírem, pois as novas dívidas terão juros menores e o consumidor, uma renda maior. Porém, se um ou ambos fatores andarem na contra mão, as taxas de juros podem crescer para segurar a inflação. O cenário mais provável não é o de grandes problemas, mas a inflação deve subir mais ao longo do ano e o governo vai ter que controlar.
         

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